Como se trata?
O tratamento dos aneurismas não rotos deve ser avaliado,
pois o risco anual da ruptura de um aneurisma é de 1,25 %,
ou seja, o paciente pode escolher um momento adequado para o seu
tratamento junto com seu médico.
Já os aneurismas rotos apresentam-se como uma urgência
médica devendo ser tratados com máxima brevidade.
Até o início da década de 90 o tratamento era
feito exclusivamente através da cirurgia, que consiste em
abertura do crânio e bloqueio do aneurisma com clipes (grampos)
metálicos. Nem todos os pacientes podem ser tratados com
cirurgia. Dependendo do estado de saúde do paciente e do
local a ser alcançado, uma intervenção cirúrgica
poderá ser perigosa.
A partir da metade da década
de 90, foi desenvolvido um método denominado embolização
por cateter que consiste em introduzir um cateter na artéria
da virilha e através do cateter, que é levado até ao
aneurisma, promover o bloqueio do aneurisma com inserção
de micro molas de platina. Nisto reside o tratamento endovascular,
também conhecido como embolização. Há casos
em que a estrutura vascular do paciente não permite a passagem
do cateter. Nesses casos, não existe alternativa a não
ser o tratamento cirúrgico. Recentemente foi desenvolvido
novo material para tratar o aneurisma, chama-se Onyx. Trata-se de
um líquido que se torna sólido no interior do aneurisma.
O Onyx deverá substituir as molas de platina, mas sua utilização
tem o mesmo conceito terapêutico.