Hoje, no Brasil, já existem cerca de 4.000 medicamentos
sendo comercializados com o nome genérico. Mas, para que
a nova lei frutifique, beneficiando, de fato, a população
brasileira, é necessário que haja uma ampla disseminação
da informação sobre medicamentos genéricos
junto aos consumidores, além da participação
ativa e consciente dos profissionais responsáveis pela prescrição
e dispensação de medicamentos (médicos, odontólogos
e farmacêuticos).
Pela nova lei, o SUS – Sistema Único de Saúde (secretarias
de saúde, hospitais universitários, santas casas, hospitais conveniados,
entre outros) deve utilizar os nomes genéricos nas compras, licitações
etc., para adquirir qualquer medicamento e, sempre que o medicamento genérico
estiver mais barato, ele terá preferência sobre o equivalente de
marca. Com isso, além de estimular a já comentada concorrência
entre as indústrias farmacêuticas, o governo pretende economizar
em sua compra de medicamentos.
Entretanto, nem todos os genéricos são mais baratos que os medicamentos
de marca. Por isso, é tão importante a participação
popular, pois é preciso que as pessoas se habituem a pesquisar os preços
nas farmácias. Naturalmente, para pesquisar, é necessário
conhecer o nome genérico de alguns medicamentos; por outro lado, ainda
que não os conheçam, as pessoas devem saber que podem solicitar
aos balconistas das farmácias essas informações (as farmácias
possuem um catálogo com todos os nomes genéricos de medicamentos
disponíveis e de seus similares).
A discussão desse assunto, a partir do vídeo, auxiliará as
comunidades a combaterem a desinformação que existe a respeito,
em grande parte por conta dos interesses econômicos envolvidos. Quanto
mais informações as pessoas tiverem a respeito de medicamentos
genéricos, mais alternativas de aquisição elas terão
e mais aptas estarão a influenciar a política de preços
de remédios em nosso país. E este é, também, um modo
de se lutar pelo pleno exercício de nossa cidadania.
FONTE:RECHOS DE UMA POLITICA INOVADORA DE MERCADO.